Agora, em 3º e último lugar dessas discussões, temos a primeira reportagem do que o Jornal Nacional tem chamado de Blitz da Educação. Traduzindo, blitz quer dizer, originalmente, “checagem, averiguação policial” ou algo assim. A reportagem começa com duas escolas de Novo Hamburgo, considerada uma cidade rica, pelos jornalistas.
Todos sabemos que nossa sociedade é composta de cidades com bairros com poder aquisitivo bem maior que outros – e imagino que TODAS as cidades brasileiras sejam assim, portanto, mostrar uma escola mais rica e outra mais pobre como as de índice maior e menor, respectivamente, responsabiliza toda a sociedade, não só professores, gestores e os próprios alunos, como a reportagem induz deliberadamente a pensar.
Pra começar, usando ainda do que escreveu Cagliari (1997, p. 11) “Por meio da escola, poder-se-ia mudar a sociedade. Esta, sabendo disso, toma a dianteira e procura manter a escola sob controle. Se nossa sociedade estivesse de fato interessada em melhorar a vida de seus membros, nossa escola seria muito diferente.” Assim, não só a escola do bairro de classe social mais alta teria condições de ter material didático e estrutura física como a mostrada, mas também a outra. E talvez assim, aquele(s) menino(s) de 13/14 anos que ainda está (estão) na 1ª série poderia(m) já estar(em) alfabetizado(s) se não tivesse(m) tantos problemas financeiros pra resolver já com essa idade. Todos sabemos que muitos nessa idade já têm que trabalhar pra ter o que comer, como mostrou o próprio JN na visita ao Espírito Santo. E alguém já se perguntou se alguma dessas crianças tem alguma dificuldade cognitiva que não foi detectado justamente por não ter atendimento médico adequado para um diagnóstico e prognóstico necessários nesse caso?
Também acho que deveria ser averiguado a veracidade da informação dos salários dos professores. Não tenho tanta certeza se a professora Carla Liziane, que chegou esse ano na escola, conforme informações que tive, receba realmente R$ 3.000,00, mesmo. Tenho colegas que trabalham em Novo Hamburgo, na rede municipal, com o mesmo nível de escolaridade e que, afirmam não receberem tudo isso.
Achei também muito mal editada a reportagem, também porque não mostra por que a profª Neuza Beatriz gosta tanto de trabalhar em uma escola com tantos problemas – poderiam ter explicado, já que o que mostraram na maioria da reportagem é que os profºs não estão se importando com o sucesso de todos os alunos, nesse tipo de escola.
Também acredito que se deve tentar até a última alternativa pra conseguir a aprendizagem do aluno, mas não tem como entrar na cabeça deles e enfiar tudo lá dentro. Depende também da vontade deles, como foi mostrado. E se a vontade deles é influenciada pelo meio em que vivem, não é só com tecnologia que poderemos “competir”. Mascarar os conteúdos com materiais didáticos avançados não vai adiantar. Temos, sim que ter professores especializados, bem remunerados, gestões interessadas em melhorar a realidade das escolas apesar das poucas verbas, pais interessados no que acontece com seus filhos na escola e, principalmente, que cobrem que seus filhos se mostrem educados na escola, respeitosos, que queiram aprender. Infelizmente, o que vejo hoje, são pais que “depositam” seus filhos na escola, pra que essa tome conta deles, em todos os sentidos e não só na aprendizagem, especialmente nas comunidades de poder aquisitivo menor, pois nessas, geralmente, todos da família têm que trabalhar muitas horas pra se sustentar e realmente, em alguns casos, não têm tempo de ir na escola e participar das atividades, portanto não sabem o que acontece lá e não cobram qualidade.
Por isso é que acho que tudo deveria ser visto num contexto social – e não só educacional, como mostrado na reportagem.
Espero que, realmente, essas polêmicas das últimas semanas, sirvam pra nos fazer progredir na educação.
A natureza é um show!!!
Paz
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Discussões linguísticas II
Em 2º lugar, temos o caso do tão polêmico livro de Português "Por uma vida melhor", da coleção Viver e Aprender.
A mídia mostrou a todo o Brasil, frases que o livro usa em UM dos seus capítulos, intitulado ESCREVER É DIFERENTE DE FALAR, colocando o povo todo contra algo que, na verdade, foi contextualizado de forma tendenciosa, pra variar, mais uma vez!!!
Ao ler a introdução e ver o conteúdo mostrado (minimamente) nos jornais, fiquei indignada pela forma como está sendo tratado.
Pra começar, não é só uma autora, como mostrou o Jornal Nacional! A profª Heloísa Cerri Ramos é uma dos 7 autores do livro.
O que se quer mostrar neste livro, é que, como a Prof. Heloísa muito bem falou no telejornal citado, nós podemos sim saber não só uma variável de nossa língua, mas muitas, afinal, temos plenas condições disso (ou será que todo mundo acredita, como alguns jornalistas e ditos “especialistas”, que somos burros e não temos capacidade de aprender as variantes de nossa língua?). A profª falou que temos de ter consciência dos diferentes contextos em que usamos a língua, tomando o cuidado de adaptarmos para mais ou menos formal, dependendo da situação, pra não sermos discriminados. E isso está escrito no livro!!!! Tem alguém que não sabe disso ainda? Ou alguém ainda acha que os professores tradicionais falam exatamente como está na gramática que tanto defendem!!! E observem que eu escrevi “falam” e não “escrevem”.
Quem tiver acesso ao livro, também pode observar, que toda a explicação dada é feita em linguagem culta, portanto, sem levar o aluno a aprender só a linguagem coloquial. Só pra saber, alguém aí conhece quem fale Baile dos Alemães (de Glorinha/RS)? Eu não! E acho que até descaracterizaria o nome do Baile dos Alemão!!!
É como se as pessoas que criticam o livro dissessem "Como que eu não vou mais poder discriminar as pessoas que falam e escrevem diferente de mim? Já não podemos discriminar pela cor da pele, pela opção sexual, agora, também não posso mais rir da cara de quem fala o que aqueles que detém o poder acham errado?” Por que, como diz Cagliari (1997, p. 10), “O domínio da escrita e o acesso ao saber acumulado tem sido uma das maiores fontes de poder nas sociedades e, por isso mesmo, privilégio das classes dominantes.” E são as classes dominantes, e que, por sinal, não sabem nada de Linguística, é que fazem esse escândalo todo quando se fala em não discriminar quem fala diferente.
Os mais informados já sabem que “A igualdade de chances se tornaria perigosa demais para os que quisessem mandar e ter quem lhes obedecesse.”, como está escrito no mesmo livro de Cagliari, na p. 10, e por isso ficam propagando por aí que o que vale mesmo é a língua “padrão” (Só pra lembrar, a língua padrão só existe nos livros de Gramática e ninguém usa igual está lá!,).
Até porque, como muito bem explica o Prof. Dr. Cristóvão Tezza, na entrevista dada ao programa “Entre aspas” da Globo News, a gramática da língua padrão, como está nos livros brasileiros, segue o padrão da Língua Portuguesa europeia, e que não corresponde à língua padrão usada no Brasil (mesmo por quem diga que sabe tudo sobre essa língua).
É claro que sei que meus alunos têm que saber as variantes mais cultas da Língua Portuguesa, pois quero que eles façam o melhor uso possível de todas as possibilidades da(s) língua(s), pra terem sucesso profissional e pessoal.
Sem contar, que a maioria dos que não sabem a forma culta é porque não têm condições sociais de estudar direito, tem carências financeiras, causadas por um consumo desenfreado e um capitalismo esmagador, mas é claro que isso fortalece as classes mais ricas, então, que se jogue a culpa nos professores, nos livros didáticos, nos gestores das escolas, nos próprios estudantes, para continuar mascarando a falta de vergonha dessa situação!!!
Está muito claro pra mim, que as autoras explicam a importância de todos saberem a norma culta (que é o que tem que ser priorizado na escola, sim, mas sem discriminar as formas que nós ou nossos alunos falamos), e mostram, pra isso, exemplos usados na FALA informal!
A mídia mostrou a todo o Brasil, frases que o livro usa em UM dos seus capítulos, intitulado ESCREVER É DIFERENTE DE FALAR, colocando o povo todo contra algo que, na verdade, foi contextualizado de forma tendenciosa, pra variar, mais uma vez!!!
Ao ler a introdução e ver o conteúdo mostrado (minimamente) nos jornais, fiquei indignada pela forma como está sendo tratado.
Pra começar, não é só uma autora, como mostrou o Jornal Nacional! A profª Heloísa Cerri Ramos é uma dos 7 autores do livro.
O que se quer mostrar neste livro, é que, como a Prof. Heloísa muito bem falou no telejornal citado, nós podemos sim saber não só uma variável de nossa língua, mas muitas, afinal, temos plenas condições disso (ou será que todo mundo acredita, como alguns jornalistas e ditos “especialistas”, que somos burros e não temos capacidade de aprender as variantes de nossa língua?). A profª falou que temos de ter consciência dos diferentes contextos em que usamos a língua, tomando o cuidado de adaptarmos para mais ou menos formal, dependendo da situação, pra não sermos discriminados. E isso está escrito no livro!!!! Tem alguém que não sabe disso ainda? Ou alguém ainda acha que os professores tradicionais falam exatamente como está na gramática que tanto defendem!!! E observem que eu escrevi “falam” e não “escrevem”.
Quem tiver acesso ao livro, também pode observar, que toda a explicação dada é feita em linguagem culta, portanto, sem levar o aluno a aprender só a linguagem coloquial. Só pra saber, alguém aí conhece quem fale Baile dos Alemães (de Glorinha/RS)? Eu não! E acho que até descaracterizaria o nome do Baile dos Alemão!!!
É como se as pessoas que criticam o livro dissessem "Como que eu não vou mais poder discriminar as pessoas que falam e escrevem diferente de mim? Já não podemos discriminar pela cor da pele, pela opção sexual, agora, também não posso mais rir da cara de quem fala o que aqueles que detém o poder acham errado?” Por que, como diz Cagliari (1997, p. 10), “O domínio da escrita e o acesso ao saber acumulado tem sido uma das maiores fontes de poder nas sociedades e, por isso mesmo, privilégio das classes dominantes.” E são as classes dominantes, e que, por sinal, não sabem nada de Linguística, é que fazem esse escândalo todo quando se fala em não discriminar quem fala diferente.
Os mais informados já sabem que “A igualdade de chances se tornaria perigosa demais para os que quisessem mandar e ter quem lhes obedecesse.”, como está escrito no mesmo livro de Cagliari, na p. 10, e por isso ficam propagando por aí que o que vale mesmo é a língua “padrão” (Só pra lembrar, a língua padrão só existe nos livros de Gramática e ninguém usa igual está lá!,).
Até porque, como muito bem explica o Prof. Dr. Cristóvão Tezza, na entrevista dada ao programa “Entre aspas” da Globo News, a gramática da língua padrão, como está nos livros brasileiros, segue o padrão da Língua Portuguesa europeia, e que não corresponde à língua padrão usada no Brasil (mesmo por quem diga que sabe tudo sobre essa língua).
É claro que sei que meus alunos têm que saber as variantes mais cultas da Língua Portuguesa, pois quero que eles façam o melhor uso possível de todas as possibilidades da(s) língua(s), pra terem sucesso profissional e pessoal.
Sem contar, que a maioria dos que não sabem a forma culta é porque não têm condições sociais de estudar direito, tem carências financeiras, causadas por um consumo desenfreado e um capitalismo esmagador, mas é claro que isso fortalece as classes mais ricas, então, que se jogue a culpa nos professores, nos livros didáticos, nos gestores das escolas, nos próprios estudantes, para continuar mascarando a falta de vergonha dessa situação!!!
Está muito claro pra mim, que as autoras explicam a importância de todos saberem a norma culta (que é o que tem que ser priorizado na escola, sim, mas sem discriminar as formas que nós ou nossos alunos falamos), e mostram, pra isso, exemplos usados na FALA informal!
Em meio a tantas discussões, um exemplo a ser seguido:
Recebi esta mensagem por email de um amigo e achei interessantíssima.
E S T E S I M, É O CARA !
Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'
Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.
Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'
Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.
Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'
ESTE É O CARA E MERECE NOSSOS APLAUSOS!
POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM BBB OU O JOGADOR DE FUTEBOL... APARECIA EM TUDO!
ESTE SIM, É UM VERDADEIRO BRASILEIRO!!!!
E S T E S I M, É O CARA !
Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'
Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.
Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'
Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.
Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'
ESTE É O CARA E MERECE NOSSOS APLAUSOS!
POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM BBB OU O JOGADOR DE FUTEBOL... APARECIA EM TUDO!
ESTE SIM, É UM VERDADEIRO BRASILEIRO!!!!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Discussões linguísticas...
Bom, um colega me disse que Mestrado engorda (porque a gente fica sem tempo pra fazer exercícios físicos), em compensação, meu cérebro tá ficando "sarado" hehehehe. Tá borbulhando de tantos pensamentos, ainda mais com tantos acontecimentos sobre a nossa amada língua portuguesa e o ensino no Brasil.
Primeiro o Sr. deputado Raul Carrion, tenta legislar uma lei que faria com que tivéssemos que traduzir, no mesmo texto, com o mesmo tamanho de letra, todas as expressões estrangeiras (especialmente do Inglês), em textos públicos. Então, cada vez que escrevêssemos palavras de língua inglesa teríamos que explicar entre parênteses o significado ou escrever direto em Português. Imaginou? Ter que explicar o sentido de skate, shopping, download, site...? Quem sabe, fazer frases do tipo: "Vou abrir meu sítio (site) para colocar um comentário na sua homepage (página inicial). Quem sabe, posso fazer um dowload (baixar um arquivo)... depois vou no shopping (centro comercial) comprar uma skate (prancha de madeira prensada sobre rodas)!" Que palhaçada!!! Imaginem que texto chato ficaria!!??? Sem contar que o Sr. Deputado(cuja formação acadêmica é História), nem sabia (ou diz que não sabia)que esse tipo de lei já foi vetada no Paraná por ser inconstitucional. Na verdade, o que o Deputado Carrion queria ele já conseguiu: chamar atenção para si (aparecer!!), como fez Aldo Rebelo, quando tentou há alguns anos que se legislasse uma lei parecida dizendo que em todos os cantos desse imenso Brasil se fala e se entende uma só língua!!!
Se assim o fosse, nós aqui do Rio Grande, entenderíamos todas as gírias dos paulistas, dos nordestinos, dos paraenses, e assim por diante, saberíamos o que quer dizer as muitas línguas indígenas ainda existentes no Brasil, sem contar com as línguas dos imigrantes!!!
Essa semana houve uma audiência pública com o Governador Tarso Genro e alguns "especialistas" na área para instrumentalizar o governo para a sua tomada de decisão. Bem, alguns eram mesmo especialistas, como a prof. Ana Zilles (minha prof. na Unisinos - Dra. em Linguística) e o prof. Dr. em Linguística Pedro Garcez, da UFRGS, outros professores, e outros que, na verdade, são filiados a algum partido político.
Essa ideia de "defender" a língua, como se ela estivesse ameaçada por seus próprios falantes é absurda! A língua é viva e transformada a todo momento por todos nós.
Precisamos nos preocupar, especialmente os políticos, com coisas que ameaçam muito mais nossa integridade e sobrevivência!!! Espero que um dia eles o façam!!!
E pra terminar, o que o historiador Juremir Machado chama de "macaquice", eu chamo de CULTURA!!! Acredito que os meninos e meninas que usam palavras em Inglês é porque sabem seu significado também em Português. E se não é pra o povo falar "game", "light", "diet", "high definition", entre outras coisas, então que não se permita que os produtos venham assim para o Brasil! Ou vão pedir para os outros países coloquem suas traduções em Português também nas embalagens, nos manuais etc!! (Aliás, isso deve ser cobrado o que não pode é exigir que as pessoas deixem de usar essa ou aquela palavra para tentar manter uma "status" que a língua não precisa, porque ela já tem!!!!)
Por hoje é só. Ainda tenho mais 2 assuntos pra tratar. Outro dia que tiver tempo...
Primeiro o Sr. deputado Raul Carrion, tenta legislar uma lei que faria com que tivéssemos que traduzir, no mesmo texto, com o mesmo tamanho de letra, todas as expressões estrangeiras (especialmente do Inglês), em textos públicos. Então, cada vez que escrevêssemos palavras de língua inglesa teríamos que explicar entre parênteses o significado ou escrever direto em Português. Imaginou? Ter que explicar o sentido de skate, shopping, download, site...? Quem sabe, fazer frases do tipo: "Vou abrir meu sítio (site) para colocar um comentário na sua homepage (página inicial). Quem sabe, posso fazer um dowload (baixar um arquivo)... depois vou no shopping (centro comercial) comprar uma skate (prancha de madeira prensada sobre rodas)!" Que palhaçada!!! Imaginem que texto chato ficaria!!??? Sem contar que o Sr. Deputado(cuja formação acadêmica é História), nem sabia (ou diz que não sabia)que esse tipo de lei já foi vetada no Paraná por ser inconstitucional. Na verdade, o que o Deputado Carrion queria ele já conseguiu: chamar atenção para si (aparecer!!), como fez Aldo Rebelo, quando tentou há alguns anos que se legislasse uma lei parecida dizendo que em todos os cantos desse imenso Brasil se fala e se entende uma só língua!!!
Se assim o fosse, nós aqui do Rio Grande, entenderíamos todas as gírias dos paulistas, dos nordestinos, dos paraenses, e assim por diante, saberíamos o que quer dizer as muitas línguas indígenas ainda existentes no Brasil, sem contar com as línguas dos imigrantes!!!
Essa semana houve uma audiência pública com o Governador Tarso Genro e alguns "especialistas" na área para instrumentalizar o governo para a sua tomada de decisão. Bem, alguns eram mesmo especialistas, como a prof. Ana Zilles (minha prof. na Unisinos - Dra. em Linguística) e o prof. Dr. em Linguística Pedro Garcez, da UFRGS, outros professores, e outros que, na verdade, são filiados a algum partido político.
Essa ideia de "defender" a língua, como se ela estivesse ameaçada por seus próprios falantes é absurda! A língua é viva e transformada a todo momento por todos nós.
Precisamos nos preocupar, especialmente os políticos, com coisas que ameaçam muito mais nossa integridade e sobrevivência!!! Espero que um dia eles o façam!!!
E pra terminar, o que o historiador Juremir Machado chama de "macaquice", eu chamo de CULTURA!!! Acredito que os meninos e meninas que usam palavras em Inglês é porque sabem seu significado também em Português. E se não é pra o povo falar "game", "light", "diet", "high definition", entre outras coisas, então que não se permita que os produtos venham assim para o Brasil! Ou vão pedir para os outros países coloquem suas traduções em Português também nas embalagens, nos manuais etc!! (Aliás, isso deve ser cobrado o que não pode é exigir que as pessoas deixem de usar essa ou aquela palavra para tentar manter uma "status" que a língua não precisa, porque ela já tem!!!!)
Por hoje é só. Ainda tenho mais 2 assuntos pra tratar. Outro dia que tiver tempo...
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